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Eu sei de muitas coisas

Eu vi coisas

Por isso arranquei meus olhos.

Eu ouvi coisas

Por isso cortei minhas orelhas.

Eu senti coisas,

Então queimei meu corpo 

Nas chamas da minha ira

E meu sofrimento se apagou nas cinzas.

Em meio à sujeira,

Me reconstruí.

Me ergui das cinzas, trouxe o fogo de volta

Para lutar contra o inverno que me oprimia.

Aquele inferno sentimental. 


Eu vi coisas, ouvi coisas, senti coisas

Sozinho. Com eles, 

Talvez comigo,

Mas sozinho.

Nunca sozinho.

Solitário talvez,

Mas sozinho jamais.


Eu corri do meu conhecimento 

Ceguei meus olhos,

Tampei minhas orelhas

E me isolei do mundo

Para fugir de mim.

Eu estava sozinho — solitário e sozinho,

Porém cá estou eu com vocês outra vez. 

Espero que possamos trabalhar juntos agora.

Dê-me suas mãos que eu entrego minha alma,

Assim iremos levantar nossa morada

Juntos. Jamais sozinhos.

Nunca sozinhos.

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