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O que havia ali?

 O que havia ali era horrível. Ela viu a máscara.

E sua máscara caiu, quebrando completamente. Ela viu seu rosto, enxergou a verdade por trás de seu sorriso e, perdido em seus olhos, encontrou sua fraqueza: o medo de abandono provocado pela perda. Também encontrou o vazio; este mesmo vazio se estendia e dominava cada parte desse ser. Ele carecia de ânimo e matou aqueles sonhos que considerou inalcançáveis, então olhou no espelho e disse a si mesmo as palavras que não conseguia deixar de ouvir — elas reverberavam em sua mente e o atingiram: "Você é um fracasso. Uma grande decepção, um verme nojento."
No entanto, os pedaços da máscara não presenciaram uma conversa desagradável. Apenas viram uma silhueta partir, em silêncio, enquanto a outra ajoelhava-se no chão; sua face sombria graças ao contraste causado pelo posionamento da luz, pendente acima de sua cabeça, no teto. Sozinho, tanto no cômodo quanto nos pensamentos, ele permitiu seu coração ferido apodrecer no peito, repelindo a dor através de gotas de sangue.
De seu coração transbordava gritos dolorosos que foram silenciados; do peito, por outro lado, sangrava emoções rejeitadas que ele nutriu por si mesmo. Depois de muito tempo iludido por distorções do mundo que criara em sua mente, ele aceitou e sucumbiu ao sofrimento. Não havia nada lá, além de miséria.

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