Sozinho, o mortal ascende.
Levantou-se conforme a princesa esvaia.
Ela se foi, as estrelas diziam.
Lamuriavam, choravam, sofriam.
Contemplou a última pétala cair
Sobre o peito estático de um corpo fraco,
Ele viu o coração parar de bater.
Séculos passaram desde aquela noite.
O príncipe da morte perambulava entre sombras,
Observava fantasmas vagando sem rumo.
Ora era um deles, noutra estava além.
As estrelas se calaram,
A lua não iluminava.
Estava preso em sua plena escuridão.
Então, uma noite o mau retornou.
A princesa, antes bela, voltou.
Desta vez, seu corpo exuberante
Resumia-se a um boneco de porcelana;
Um garoto pequeno e discreto.
Não havia nada que atraisse olhares
Como a princesa costumava fazer,
Mas esse garoto era especial.
Bastava um olhar para entender.
O príncipe da morte andava de um lado,
Enquanto o boneco perambulava do outro.
Juntos, caminhavam na mesma estrada
Sem cruzar olhares, sem entender nada.
Não existia motivos para o boneco viver;
Era um frasco vazio buscando sentidos.
Não existia motivos para o príncipe sorrir;
Era um coração partido sofrendo por um amor perdido.
O mortal, não tão mortal, era frio agora.
Seu sorriso desvaneceu e não voltou a viver.
Afogado em angústia e depressão,
Ele prendeu-se na própria escuridão.
O boneco, não tão discreto, estava confuso agora.
Seu vazio crescia rapidamente no peito.
Ficara sem tempo, olhando as estrelas
Procurando por pétalas luminosas.
A flor ressurgiu às margens do rio
Onde a princesa da lua costumava emergir
Das águas, em seu reflexo distorcido.
No entanto, as pétalas não estavam a cair.
Elas guiavam um caminho para o mortal vir;
O mortal imortal, o príncipe da morte
Apressou-se a partir.
As estrelas cantaram aquela noite.
Descreveram um lago onde o vazio perece.
Contaram sobre uma caixa de vidro
Onde o amor mais profundo foi exibido.
O boneco seguiu as vozes
E correu montanha abaixo.
Encontrou estrelas enormes brilhando na água.
E como a história dizia,
Os olhares cruzaram.
O boneco de um lado e o príncipe do outro.
No momento, as luzes se apagaram.
O vazio se foi, a escuridão dissipou.
Eles amavam o amor,
O amor os amava.
Então, a imortalidade e a beleza chegou em seu destino
Através de um estalar de lábios
Em uma união divina.
Não havia morte, não tinha dor.
Eram apenas eles e seu profundo amor.
Unidos, sumiram nas águas do vazio escuro.
As pétalas luminosas caíram,
As estrelas cantaram,
A lua iluminou.
Mais uma vez, a morte a levou.
Delicado como uma pétala de flor. Meu amor é jovem, delicado, quebradiço. Você não é frágil, mas delicado com as palavras. Elas me tocam, por dentro e por fora, fazem cócegas, me adoram e eu as adoro. Um suspiro, talvez dois, então você vai embora. É tão delicado, suas mãos tocam meu rosto sem estarmos perto um do outro. Delicado, eu o beijo em meus pensamentos, sinto-o me envolver em abraços acolhedores, e a tempestade vai embora. Estamos sozinhos. Juntos , mas sozinhos. Delicados são meus sorrisos quando penso em você. O coração anseia, o rosto queima, eu sinto que posso morrer. Caio sobre nuvens e flutuo por céus escuros, vagando por um vasto mundo. Eu contemplo tudo: delicado . A vida é frágil, podendo ser rude, bruta, mas ainda é bela. Então dançamos juntos, a noite toda na passarela. Suas mãos exploram minha cintura, e eu o ataco com os lábios meus. Um suspiro, talvez dois, e repetimos outra vez. Delicado; este mapa mental, tão bagunçado, desorganizado, levou-me...
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