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Lar, Doce Lar

Era dele que eu tinha medo,

essa figura no espelho.

Aqueles olhos castanhos sombrios,

igualmente vazios.

Sua frieza perfurou minha pele,

Arrancou meu rosto e riu dele.

"Removi a máscara"; dizia entre gargalhadas.

"Agora ponha-se em seu lugar."


Abri os olhos castanhos e vazios,

Lá encontrei a figura no espelho.

Sua aura obscura já não causava mais medo.

A frieza não estava na ponta de meus dedos.

Minha pele presente e bem colocada.

Eu aceitei que não sou minha própria morada.


Receio que eu deva buscar por um novo lar.

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